
Entrevista acordada pelo presidente do Corcas ao sitio do Wafi.be.
Eis a seguir a entrevista:
Wafin.be. O presidente do Conselho real consultivo para assuntos sarauis (Corcas), M. Khalihenna Ould Errachid disse que Argélia é chamada para ajudar a encontrar uma solução à questao do Sara, facilitando o diálogo com o Sahraouis "referendo a aqueles que se encontram no território argelino", afirmou o presidente do (CORCAS), o Sr. Khalihenna Ould Errachid, numa entrevista difundida no dia 4 de Julho para o sítio Internet belgomarroquina
Wafin.be. O presidente do Conselho real consultivo para assuntos sarauis (Corcas), M. Khalihenna Ould Errachid disse que Argélia é chamada para ajudar a encontrar uma solução à questao do Sara, facilitando o diálogo com o Sahraouis "referendo a aqueles que se encontram no território argelino", afirmou o presidente do (CORCAS), o Sr. Khalihenna Ould Errachid, numa entrevista difundida no dia 4 de Julho para o sítio Internet belgomarroquina
"wafin.be", Chamando Argélia a cumprir com aquelo que ela confirma que diz respeito ao assunto. Porque este assunto està entre o sarauis e os marroquinos e a comunidade internacional e por isso que nos chamamos Algélia para ajudar no sentido de encontrar uma saida que "será benéfica para todos".
Esclarecendo que esta saida pode ser “Argélia propondo uma soluçao digna para esta crise que ameaça o Magrebe arabe, sendo ela constitui um meio principal para negociar com o polisario” acrescentou o presidente ainda que o projeto da autonomia nas provincias do sul nas quais o Sua Magestade deu seu ordem” nao esta somente endereçado ao movimento do Polisàrio mas também para todos os sarauis (...) é um projeto que envolve todos os sarauis e que atende os interesses e o futuro jà mais ele podera constituir um obstàculo” .
Acrescentado que o projeto de autonomia nas provincias do sul sera: “o projeto de autodeterminaçao marroquino proveniente de diferentes abordagens de sucesso”. Ele explica ainda que “ o Marrocos é um pais aberto e natural que ele aproveita as experiencias do sucesso realizadas no resto do mundo.” Esclarecendo ainda “ nos proponhamos um governo autônomo com respeito aos interesses e as particularidades do reino do marrocos.
O presidente do Corcas considerou no seu depoimento junto ao Site eletrônico Marco-belgico pela ocasiao da sua ultima visita a este pais e no qual ele aclarou “o importante papel da comunidadade marroquina residente na belgica em relaçao ao assunto do Saara. Ela é muito dinamica e ativa e nos queremos que ela continua a trabalhar em defesa deste projeto ate se realizar definitivamente”. Tem acrescentado.
“Como nos queremos que argel se coopera para encontrar saida a este diferendo e facilitar o diàlogo entre os sarauis que se encontram sobre seu solo.” Confirmou o Presidente do Corcas numa entrevista publicada no dia 4 de junho 2006 no site eletrônico marco-belgico “ Wafin Be”
A seguir o conteudo da entrevista entre o presidente, Khalihenna Ould Errachid, do Conselho Real Consultivo para Assuntos sarauis e Site eletrônico Marco-belgico:
"Wafin.be:" Quem é o Presidente do CORCAS?
Khalihenna Ould Errachid: Nasci à Laâyoune, onde efectuei os meus estudos primários e secundários, e segui os meus estudos superiores a escola de engenharia de Madrid. À 23 anos, fundei o partido de União Nacional Saraui (o PNOUS), este partido era destinado a constituir o estado que os espanhóis queriam criar ao Sara, e era destinada para ser o chefe deste estado.
Mas, dada a minha educação não quis desta função, e não quis participar na execução deste projecto, por conseguinte renunciei à esta carreira que era proposta pelos espanhóis, e me aproximei directamente na época do rei Hassan II, que a paz de Dios esteja sobre ele. Desde então, ou seja entre Maio de 1975 e 16 de Outubro de 1975, no momento em que a Sua Majestade tivesse anunciado a marcha Verde, eu estava o proximo colaborador da Sua Majestade Hassan II para a preparação da Marcha Verde no plano político, diplomático, estratégico e técnico.
Participei também no resultado da Marcha Verde e a vitória final. Tive ocasião também, durante este período, de empreender uma série de missões no mundo, a América, a Europa, a África e a Ásia, e teve o privilégio a ser designada pelo rei Hassan II para defender o acordo de Madrid junto ao Conselho de Segurança em Novembro de 1975.
Após a recuperação dos territórios no dia 28 de Fevereiro de 1976, dediquei o ano 1976 para o estabelecimento da administração nacional do território ingresado, e o início 1977 teve o privilégio de entrar pela primeira vez ao governo da época; e permaneci no governo até a 1992, ocupando diferentes postos.
Primeiro responsável dos negócios sahraouies, após fui Ministro responsável pelo desenvolvimento das províncias sarianas até a Agosto de 1992. Sou também presidente da câmara municipal da cidade de Laâyoune desde 1983, e ocupei a cargo de vice-deputado a Laâyoune durante 25 anos, desde 1977 até a 2002.
Wafin.be: Com que partido?
Khalihenna Ould Errachid: Diversos partidos, em primeiro 1977 era um dos fundadores do Ajuntamento Nacional dos Trabalhadores independentes (RNI), com o Sr. Ahmed Ousmane; após houve cisão neste movimento em 1980, era um grupo enorme com 200 deputados, e se fundou-se à época ao Partido Nacional Democrata, no qual também participei na sua fundação, Continuei até o momento em que deixei a vida política.
Tive o privilégio em 2000 a ser designada pela Sua Majestade Mohammed VI para tomar parte às negociações com o Sr. James Becker, e também participei nos três encontros que tiveram lugar em Londres e em Berlim.
Wafin.be: Após um período em que não se passava nada, à surpresa geral, houve o anúncio pelo rei Mohammed VI da constituição do Conselho Real Consultivo para os Negócios Sarianos (CORCAS) que eu presidi. Houve certamente consultas antes da instalação deste Conselho.
Qual é realmente a missão do CORCAS?
Khalihenna Ould Errachid: Não vou abordar antes de CORCAS... em 25 de Março, por ordem da Sua Majestade, eu me encarreguei da missão do Corcas que é enorme e honrosa, que foi uma missão descrita em Dahir (Deliberação Real) que é composto de três vertentes:
1- preservar a integridade nacional
2- ajudar a Sua majestade a preservar a unidade nacional
3 empreender todas as medidas necessárias para o desenvolvimento económico, social e político do Sara.
Com evidentemente o apoio de instaurar o projecto da autonomia.
Wafin.be: Sabemos que o CORCAS é composto de 141 pessoas, representando todos os estratos da população do Sahraouie, quadros, chefes de tribos, jovens, com uma quota para as mulheres de (10 %), pode nos descreve a sua estrutura?
Khalihenna Ould Errachid: O CORCAS é uma Instituição Real, que depende directamente da Sua Majestade, ele é constituído de 141 membros que representam a sociedade sahraouie. É um organismo que não é elegido, porém nomeado.
Mas os seus membros são a elite actual do Sara, os eleitos, os intelectuais, o notável, a sociedade civil, as mulheres, os jovens, os chioukhs, todos... constituem uma representação real da sociedade sahraouie, ela é feita tradicionalmente pela escolha.
A nossa missão começou o 25 de Março de 2006 à Laâyoune, e desde então trabalhamos fortemente. Paralelamente ao nosso trabalho diplomático, o nosso trabalho económico e social no Sul, trabalhamos para a elaboração do projecto de autonomia que é um projecto importante.
Trabalhamos para a sua elaboração jurídica, regulamento administrativo porque acreditamos que é um projecto que vai révolutionner o Marrocos. A nossa visita em Bruxelas entra no âmbito dos nossos esforços diplomáticos para explicar a nossa missão, e para expôr a comunidade o nosso projecto de autonomia.
Wafin.be: : À saída deste trabalho de reflexão um trabalho vai ser apresentado ao Rei, antes de ser apresentado às Nações unidas?
Khalihenna Ould Errachid: A partir destas ideias, vai ter um trabalho que vai ser apresentado ao Rei antes de ser exposto a Organizaçao das Naçoes Unidas.
O procedimento é a seguinte: SM o Rei vai consultar os partidos políticos. Consultará o CORCAS que esta entusiasmado para preparar o projecto de autonomia.
Com base nas diferentes consultas, SM o Rei velará para que o projecto final esteja apresentado à data fixada.
Wafin.be: Qual é o vosso timing para apresentar as vossas conclusões e o vosso projecto de autonomia?
Khalihenna Ould Errachid: Outubro de 2006.
Wafin.be: Não é demasiado curto?
Khalihenna Ould Errachid: Trabalhando duro para chegar ao resultado esperado.
Wafin.be: Vimos que em Marrocos cada vez que há uma crise, assiste-se em criação de um órgão dito independente ou consultivo. Constatamos isso com a Instância Equidade e Reconciliação, com o Conselho Consultivo dos Direitos do Homem (CCDH) e com a comissão para o novo Código da Família (o Moudawana), pode-se multiplicar os exemplos.... até que a coisa se tornou quase uma especialidade marroquina para enfrentar as crises!
Khalihenna Ould Errachid: Não é específico em Marrocos, os Ocidentais fazem também. Eles constituem um bom número de entidades para fazer face aos problemas específicos. Efectivamente viu por exemplo a Constituição Europeia que faz acordos e convenção para tais problemas específicos que necessitam soluções específicas.
O problema do Sara é tanto importante que SM o Rei criou o CORCAS, de modo que o Rei criou o único Conselho Real em Marrocos. A nossa missão principal não é ser uma entidade, não é ser um órgão administrativo, não é um Parlamento, não é um conselho executivo, mas é um instrumento consultivo do SM o Rei.
Encarregou-nos de missões diplomáticas, de preparar o projecto de autonomia, e de empreender e envolver qualquer acção que tem ligação.
Wafin.be: Antes de falar do CORCAS, gostaria-se de fazer uma lanterna elétrica back na História do Sara Ocidental. Resumidamente, houve três grandes tendências quando da partida dos espanhóis: dois que eram para a união em Marrocos, do qual fazia parte vosso partido além da Assembleia Geral, presidida à época para o Sr. GR Joummani, seguidamente havia a parte séparatiste.
Esta última parte instalou-se no estrangeiro, nomeadamente na Argélia, a tendência que continuava e é mais visível. Podem dizer-nos mais sobre estes elementos históricos?
Khalihenna Ould Errachid: Primeiro, deixa comunicar a vocês um ponto essencial que é necessário conhecer: o Frente Polisario não foi fundado pelas pessoas que viveram sob a ocupação espanhola.
São marroquinos de origem sahraouie que estudavam à Universidade Mohamed V Rabat e que eram impregnados da situação política do Marrocos à época, são eles quem fundaram o Polisario.
Nós, ou seja as pessoas que viveram com os espanhóis, que efectuaram qualquer sua escolaridade e foram formados sobre os bancos das universidades espanholas, fizemos o movimento oposto.
Ou seja que é nós que renunciou à instauração de um Estado pelos espanhóis, e é nós que optou por a unidade dos marroquinos, nas nossas duas alternativas, que seja o PNOUS que era o partido moderno, ou a Assembleia Geral, "jamaha" que era constituída de Chefes de Tribos (Chioukhs). Por conseguinte, o conjunto dos sahraouis que viviam sob a ocupação dos espanhóis, optou por a unidade.
Era os nossos estudantes, os nossos irmãos, os nossos primos que pertenciam à região de Curtume Casca de carvalho, de Goulmim, de Assa, que pertenciam em Marrocos liberado, são estas pessoas que fundaram o Polisario em 1973.
Wafin.be: Quais eram as motivações da criação do Polisario?
Khalihenna Ould Errachid: Era a marginalização da região à época, eram reivindicações completamente legítimas à época. Não havia desenvolvimento, não estradas, não electricidade, não telefone, e é normal que jovens estudantes quiseram revoltar-se.
De outro lado, esta época tem a moda, os jovens reclamam os pedidos simples mas para ter rebeldes e revoltas como Che Guefara, quer tornava-se -se hippi como era aposto nos anos 70! Acrescentando à aquilo o panarabismo, o conflito com a Argélia, e a situação dentro mesmo do
Marrocos que não era tanto brilhante. Todos esses elementos reunidos contribuiram para o Polisario, e digo sempre que o problema do Sara é um problema marocomarroquino, um problema essencialmente interno.
Certamente tomou uma dimensão internacional, mas devido ao contexto da época: o conflito com a Argélia, a oposição da Líbia à época ao nosso sistema da monarquia, devido aos múltiplos conflitos inter-arabes, seguidamente sobretudo devido guerra à fria... O Marrocos estava no bloco Ocidental, a Argélia e a Líbia faziam parte do bloco do Leste.
Em suma, qualquer um que contribuiu para o aparecimento do Polisario, que de resto era um problema adicional à problemática do Sara! Os espanhóis concluíram um acordo com o Marrocos, este último não entrou ao Sara sem ter um acordo, não violou entao a mais mínima regra sobre o Direito Internacional.
Teve recurso ao Tribunal Internacional de Lahey, seguidamente negociou com a Espanha, assinou um acordo de acordo com as regras da lei internacional, devidamente ratificado e tive o privilégio de ratificar este acordo ao Conselho de Segurança em Novembro de 1975. o crescimento desta problemática do Polisario vim após, resultante de outras causas, transplantou-se ao negócio hispanomarroquino.
O negócio hispanomarroquino não é a causa do conflito ao Sara, nem a causa da guerra que teve-se.
Wafin.be: Após mais ou menos três décadas de desgostos políticas, de guerra e de acordos que não conduziram, o Marrocos preconiza a tese que é um problema marocomarroquino ao qual conferiu-se uma dimensão internacional, não se ousava demasiado dizer aquilo antes...
Khalihenna Ould Errachid: É normal! É verdadeiro que no momento em que havia a guerra ele não era entendido, ele aplicava a política da guerra.
O Marrocos ganhou a guerra de resto... quando houve cessar fogo, houve um processo seguiu pelas Nações Unidas para o plano de regulamento. Era inscrito nos factos de este plano ia encalhar, é impossível fazer um referendo exactamente se não se altera fronteira! A população do Sara excede as fronteiras do Marrocos, excede as fronteiras da Argélia...
Wafin.be: Onde a problemática do recenseamento!
Khalihenna Ould Errachid: Certamente, é là onde tem o malogro da missão de Sr. James Becker e todos. Referendo é um impossível para o Sara, absolutamente impossível.
Não é porque o Marrocos não o quer, mas é porque tecnica e politicamente é impossível conduzir a um resultado. Como as Nações Unidas nunca concluíram um referendo desta espécie, ele nunca teve lugar até mesmo um só referendo baseado na identificação, é por issa razão que nao pode avançar.
Wafin.be: Enquanto que era por conseguinte a favor do referendo, que é o que fez alterado a posição do Marrocos?
Khalihenna Ould Errachid: Mantendo o Marrocos suficientemente forte, suficientemente equipado para poder apresentar uma proposta revolucionária! O Marrocos não era pronto nem administrativa, nem politica, nem diplomatica, nem economicamente. O Sara alterou o Marrocos, e de maneira positiva.
Wafin.be: Houve mesmo assim uma guerra que custou caro em termos de vidas humanas, de dramas humanos e de enormes custos financeiros, a guerra deixou muitas sequelas.
Khalihenna Ould Errachid: Não somente, é triste de dizer, mas houve também coisas positivas.
O Sara contribuiu para prosperar o Marrocos, à sua reorganização para com o resto do mundo, dentro do Marrocos também, ele contribuiu por unanimidade marroquino; contribuiu para o aparecimento do processo democrático marroquino, contribuiu para a emergência de uma nova sociedade marroquina.
O Sara não foi negativo para o Marrocos, era completamente positivo.
Esta influência do Sara sobre o Marrocos é suficientemente potente que é actualmente capaz de inspirar-nos, e de inspirar a Sua Majestade ao empreender uma nova fase, propondo a autonomia. A autonomia é uma aposta enorme, um desafio lançado não unicamente a nós, mas também aos africanos, os árabes...
Wafin.be: Em que sentido?
Khalihenna Ould Errachid: No sentido onde deve-se gerir os nossos países de maneira que corresponde aos nossos valores e as nossas populações. E aquilo que é o desafio da autonomia, vai alterar profundamente o nosso país, administrativamente, constitucionalmente, democraticamente, mentalmente e economicamente....
Wafin.be: Restuindo os acontecimentos na sua cronologia: após o insucesso da missão do Sr. Becker, teve-se um tempo de reflexão por partes de um lado e de outro, roçou-se mesmo a retoma do conflito armado por momentos?
Khalihenna Ould Errachid: Ameaças vazias!
Wafin.be: Têm por missão de contactar a outra parte... o Polisario?
Khalihenna Ould Errachid: Certamente, e é a nossa primeira missão, faço apenas aquilo! Mas sabe que a autonomia não é dirigida apenas ao movimento do Polisario, ela é dirigido ao conjunto dos sahraouis. Ao vez do Polisario, dirijo-me ao conjunto dos sahraouis... ele é um projecto de cada sahraoui para empreender e levá-lo porque refere-se ao seu futuro. O Polisario não pode pôr uma barreira...
Wafin.be: Tem feito contato com ele?
Khalihenna Ould Errachid: Certamente, contactamo-lo todos os dias, convidamos-o às negociações.
O Polisario não é um movimento democrático, é um movimento que tem medo de dialogar, herdado do passado, muito doctrinado, muito dogmático, tem medo da abertura, da contradição. É para aquilo que manifesta-se apenas num ambiente completamente centralizado, mas vamos levá-lo por múltiplos meios a sentar-se sobre a mesa das negociações.
Wafin.be: Qual é o lugar da Argélia neste processo?
Khalihenna Ould Errachid: Todos sabem que a Argélia ajuda o Polisario, não é um segredo para ninguém, não entendi nada pessoalmente, e até agora, de propósitos que vêm da sua parte relativa ao CORCAS, por mim eu chamo a Argélia a conformar-se a aquelo que ela diz por toda a parte, afirmando que ela não enterfere no negócio do Sara.
Ao considerar que este negócio refere-se aos sahraouis, o Marrocos e as Nações Unidas. Convidamos a Argélia a ajudar-se a encontrar uma solução que será benéfica a todo de modo eficiente. Uma solução que vai ajudar a Argélia a sair honrosamente desta crise, fazer sair o Magrebe da impasse e a avaria onde encontra-se agora.
É necessário que a Argélia faça um gesto para salvar a face, nós não quer em caso algum humilhar a Argélia, quer-se únicamente que ela continue-se o nosso vizinho e interrogamos-lhe ajudar-se a empreender um diálogo com os nossos irmãos que se encontram sobre o seu território.
Como todos sabem-no, os campos dos refugiados encontram-se inteiramente no território argelino... a Argélia é uma passagem necessária para poder dialogar com o Polisario, e convidamos-o a incentivar-o entrar imediatamente em relação com o CORCAS.
Wafin.be: Esta autonomia será económica, administrativa, Como o modelo espanhol? Uma espécie de sistema federal?
Khalihenna Ould Errachid: Primeiro, o sistema não será federal, seguidamente nenhum país tem uma autonomia que é copiada sobre o modelo de um outro país, cada país o seu tipo de autonomia.
Vamos fazer um projecto de autonomia marroquino, inspirado de modelos que tiveram êxito no mundo.
Dado que abrimo-nos sobre o mundo, é normal que inspirávamo-nos junto à Espanha, junto a Itália, junto o que anda noutro lugar, mas vamos propôr uma autonomia que corresponda aos interesses e as especificidades do Reino do Marrocos. Como podem observar, não posso revelar nada sobre o que se prepara, mas como se saberá será únicamente uma autonomia política.
Wafin.be: Uma última palavra ao endereço da comunidade marroquina que reside no estrangeiro geral e em Bélgica em especial?
Khalihenna Ould Errachid: A nossa comunidade pode fazer muitas para a causa sahraouie, é activa, e convidamos-o a prosseguir a defesa da nossa causa nacional até vitória final
Fones:
http://www.corcas.com/
http://www.sahara-online.net/
http://www.sahara-social.com/
http://www.sahara-developpement.com/
http://www.sahara-culture.com/
http://www.sahara-villes.com/
Esclarecendo que esta saida pode ser “Argélia propondo uma soluçao digna para esta crise que ameaça o Magrebe arabe, sendo ela constitui um meio principal para negociar com o polisario” acrescentou o presidente ainda que o projeto da autonomia nas provincias do sul nas quais o Sua Magestade deu seu ordem” nao esta somente endereçado ao movimento do Polisàrio mas também para todos os sarauis (...) é um projeto que envolve todos os sarauis e que atende os interesses e o futuro jà mais ele podera constituir um obstàculo” .
Acrescentado que o projeto de autonomia nas provincias do sul sera: “o projeto de autodeterminaçao marroquino proveniente de diferentes abordagens de sucesso”. Ele explica ainda que “ o Marrocos é um pais aberto e natural que ele aproveita as experiencias do sucesso realizadas no resto do mundo.” Esclarecendo ainda “ nos proponhamos um governo autônomo com respeito aos interesses e as particularidades do reino do marrocos.
O presidente do Corcas considerou no seu depoimento junto ao Site eletrônico Marco-belgico pela ocasiao da sua ultima visita a este pais e no qual ele aclarou “o importante papel da comunidadade marroquina residente na belgica em relaçao ao assunto do Saara. Ela é muito dinamica e ativa e nos queremos que ela continua a trabalhar em defesa deste projeto ate se realizar definitivamente”. Tem acrescentado.
“Como nos queremos que argel se coopera para encontrar saida a este diferendo e facilitar o diàlogo entre os sarauis que se encontram sobre seu solo.” Confirmou o Presidente do Corcas numa entrevista publicada no dia 4 de junho 2006 no site eletrônico marco-belgico “ Wafin Be”
A seguir o conteudo da entrevista entre o presidente, Khalihenna Ould Errachid, do Conselho Real Consultivo para Assuntos sarauis e Site eletrônico Marco-belgico:
"Wafin.be:" Quem é o Presidente do CORCAS?
Khalihenna Ould Errachid: Nasci à Laâyoune, onde efectuei os meus estudos primários e secundários, e segui os meus estudos superiores a escola de engenharia de Madrid. À 23 anos, fundei o partido de União Nacional Saraui (o PNOUS), este partido era destinado a constituir o estado que os espanhóis queriam criar ao Sara, e era destinada para ser o chefe deste estado.
Mas, dada a minha educação não quis desta função, e não quis participar na execução deste projecto, por conseguinte renunciei à esta carreira que era proposta pelos espanhóis, e me aproximei directamente na época do rei Hassan II, que a paz de Dios esteja sobre ele. Desde então, ou seja entre Maio de 1975 e 16 de Outubro de 1975, no momento em que a Sua Majestade tivesse anunciado a marcha Verde, eu estava o proximo colaborador da Sua Majestade Hassan II para a preparação da Marcha Verde no plano político, diplomático, estratégico e técnico.
Participei também no resultado da Marcha Verde e a vitória final. Tive ocasião também, durante este período, de empreender uma série de missões no mundo, a América, a Europa, a África e a Ásia, e teve o privilégio a ser designada pelo rei Hassan II para defender o acordo de Madrid junto ao Conselho de Segurança em Novembro de 1975.
Após a recuperação dos territórios no dia 28 de Fevereiro de 1976, dediquei o ano 1976 para o estabelecimento da administração nacional do território ingresado, e o início 1977 teve o privilégio de entrar pela primeira vez ao governo da época; e permaneci no governo até a 1992, ocupando diferentes postos.
Primeiro responsável dos negócios sahraouies, após fui Ministro responsável pelo desenvolvimento das províncias sarianas até a Agosto de 1992. Sou também presidente da câmara municipal da cidade de Laâyoune desde 1983, e ocupei a cargo de vice-deputado a Laâyoune durante 25 anos, desde 1977 até a 2002.
Wafin.be: Com que partido?
Khalihenna Ould Errachid: Diversos partidos, em primeiro 1977 era um dos fundadores do Ajuntamento Nacional dos Trabalhadores independentes (RNI), com o Sr. Ahmed Ousmane; após houve cisão neste movimento em 1980, era um grupo enorme com 200 deputados, e se fundou-se à época ao Partido Nacional Democrata, no qual também participei na sua fundação, Continuei até o momento em que deixei a vida política.
Tive o privilégio em 2000 a ser designada pela Sua Majestade Mohammed VI para tomar parte às negociações com o Sr. James Becker, e também participei nos três encontros que tiveram lugar em Londres e em Berlim.
Wafin.be: Após um período em que não se passava nada, à surpresa geral, houve o anúncio pelo rei Mohammed VI da constituição do Conselho Real Consultivo para os Negócios Sarianos (CORCAS) que eu presidi. Houve certamente consultas antes da instalação deste Conselho.
Qual é realmente a missão do CORCAS?
Khalihenna Ould Errachid: Não vou abordar antes de CORCAS... em 25 de Março, por ordem da Sua Majestade, eu me encarreguei da missão do Corcas que é enorme e honrosa, que foi uma missão descrita em Dahir (Deliberação Real) que é composto de três vertentes:
1- preservar a integridade nacional
2- ajudar a Sua majestade a preservar a unidade nacional
3 empreender todas as medidas necessárias para o desenvolvimento económico, social e político do Sara.
Com evidentemente o apoio de instaurar o projecto da autonomia.
Wafin.be: Sabemos que o CORCAS é composto de 141 pessoas, representando todos os estratos da população do Sahraouie, quadros, chefes de tribos, jovens, com uma quota para as mulheres de (10 %), pode nos descreve a sua estrutura?
Khalihenna Ould Errachid: O CORCAS é uma Instituição Real, que depende directamente da Sua Majestade, ele é constituído de 141 membros que representam a sociedade sahraouie. É um organismo que não é elegido, porém nomeado.
Mas os seus membros são a elite actual do Sara, os eleitos, os intelectuais, o notável, a sociedade civil, as mulheres, os jovens, os chioukhs, todos... constituem uma representação real da sociedade sahraouie, ela é feita tradicionalmente pela escolha.
A nossa missão começou o 25 de Março de 2006 à Laâyoune, e desde então trabalhamos fortemente. Paralelamente ao nosso trabalho diplomático, o nosso trabalho económico e social no Sul, trabalhamos para a elaboração do projecto de autonomia que é um projecto importante.
Trabalhamos para a sua elaboração jurídica, regulamento administrativo porque acreditamos que é um projecto que vai révolutionner o Marrocos. A nossa visita em Bruxelas entra no âmbito dos nossos esforços diplomáticos para explicar a nossa missão, e para expôr a comunidade o nosso projecto de autonomia.
Wafin.be: : À saída deste trabalho de reflexão um trabalho vai ser apresentado ao Rei, antes de ser apresentado às Nações unidas?
Khalihenna Ould Errachid: A partir destas ideias, vai ter um trabalho que vai ser apresentado ao Rei antes de ser exposto a Organizaçao das Naçoes Unidas.
O procedimento é a seguinte: SM o Rei vai consultar os partidos políticos. Consultará o CORCAS que esta entusiasmado para preparar o projecto de autonomia.
Com base nas diferentes consultas, SM o Rei velará para que o projecto final esteja apresentado à data fixada.
Wafin.be: Qual é o vosso timing para apresentar as vossas conclusões e o vosso projecto de autonomia?
Khalihenna Ould Errachid: Outubro de 2006.
Wafin.be: Não é demasiado curto?
Khalihenna Ould Errachid: Trabalhando duro para chegar ao resultado esperado.
Wafin.be: Vimos que em Marrocos cada vez que há uma crise, assiste-se em criação de um órgão dito independente ou consultivo. Constatamos isso com a Instância Equidade e Reconciliação, com o Conselho Consultivo dos Direitos do Homem (CCDH) e com a comissão para o novo Código da Família (o Moudawana), pode-se multiplicar os exemplos.... até que a coisa se tornou quase uma especialidade marroquina para enfrentar as crises!
Khalihenna Ould Errachid: Não é específico em Marrocos, os Ocidentais fazem também. Eles constituem um bom número de entidades para fazer face aos problemas específicos. Efectivamente viu por exemplo a Constituição Europeia que faz acordos e convenção para tais problemas específicos que necessitam soluções específicas.
O problema do Sara é tanto importante que SM o Rei criou o CORCAS, de modo que o Rei criou o único Conselho Real em Marrocos. A nossa missão principal não é ser uma entidade, não é ser um órgão administrativo, não é um Parlamento, não é um conselho executivo, mas é um instrumento consultivo do SM o Rei.
Encarregou-nos de missões diplomáticas, de preparar o projecto de autonomia, e de empreender e envolver qualquer acção que tem ligação.
Wafin.be: Antes de falar do CORCAS, gostaria-se de fazer uma lanterna elétrica back na História do Sara Ocidental. Resumidamente, houve três grandes tendências quando da partida dos espanhóis: dois que eram para a união em Marrocos, do qual fazia parte vosso partido além da Assembleia Geral, presidida à época para o Sr. GR Joummani, seguidamente havia a parte séparatiste.
Esta última parte instalou-se no estrangeiro, nomeadamente na Argélia, a tendência que continuava e é mais visível. Podem dizer-nos mais sobre estes elementos históricos?
Khalihenna Ould Errachid: Primeiro, deixa comunicar a vocês um ponto essencial que é necessário conhecer: o Frente Polisario não foi fundado pelas pessoas que viveram sob a ocupação espanhola.
São marroquinos de origem sahraouie que estudavam à Universidade Mohamed V Rabat e que eram impregnados da situação política do Marrocos à época, são eles quem fundaram o Polisario.
Nós, ou seja as pessoas que viveram com os espanhóis, que efectuaram qualquer sua escolaridade e foram formados sobre os bancos das universidades espanholas, fizemos o movimento oposto.
Ou seja que é nós que renunciou à instauração de um Estado pelos espanhóis, e é nós que optou por a unidade dos marroquinos, nas nossas duas alternativas, que seja o PNOUS que era o partido moderno, ou a Assembleia Geral, "jamaha" que era constituída de Chefes de Tribos (Chioukhs). Por conseguinte, o conjunto dos sahraouis que viviam sob a ocupação dos espanhóis, optou por a unidade.
Era os nossos estudantes, os nossos irmãos, os nossos primos que pertenciam à região de Curtume Casca de carvalho, de Goulmim, de Assa, que pertenciam em Marrocos liberado, são estas pessoas que fundaram o Polisario em 1973.
Wafin.be: Quais eram as motivações da criação do Polisario?
Khalihenna Ould Errachid: Era a marginalização da região à época, eram reivindicações completamente legítimas à época. Não havia desenvolvimento, não estradas, não electricidade, não telefone, e é normal que jovens estudantes quiseram revoltar-se.
De outro lado, esta época tem a moda, os jovens reclamam os pedidos simples mas para ter rebeldes e revoltas como Che Guefara, quer tornava-se -se hippi como era aposto nos anos 70! Acrescentando à aquilo o panarabismo, o conflito com a Argélia, e a situação dentro mesmo do
Marrocos que não era tanto brilhante. Todos esses elementos reunidos contribuiram para o Polisario, e digo sempre que o problema do Sara é um problema marocomarroquino, um problema essencialmente interno.
Certamente tomou uma dimensão internacional, mas devido ao contexto da época: o conflito com a Argélia, a oposição da Líbia à época ao nosso sistema da monarquia, devido aos múltiplos conflitos inter-arabes, seguidamente sobretudo devido guerra à fria... O Marrocos estava no bloco Ocidental, a Argélia e a Líbia faziam parte do bloco do Leste.
Em suma, qualquer um que contribuiu para o aparecimento do Polisario, que de resto era um problema adicional à problemática do Sara! Os espanhóis concluíram um acordo com o Marrocos, este último não entrou ao Sara sem ter um acordo, não violou entao a mais mínima regra sobre o Direito Internacional.
Teve recurso ao Tribunal Internacional de Lahey, seguidamente negociou com a Espanha, assinou um acordo de acordo com as regras da lei internacional, devidamente ratificado e tive o privilégio de ratificar este acordo ao Conselho de Segurança em Novembro de 1975. o crescimento desta problemática do Polisario vim após, resultante de outras causas, transplantou-se ao negócio hispanomarroquino.
O negócio hispanomarroquino não é a causa do conflito ao Sara, nem a causa da guerra que teve-se.
Wafin.be: Após mais ou menos três décadas de desgostos políticas, de guerra e de acordos que não conduziram, o Marrocos preconiza a tese que é um problema marocomarroquino ao qual conferiu-se uma dimensão internacional, não se ousava demasiado dizer aquilo antes...
Khalihenna Ould Errachid: É normal! É verdadeiro que no momento em que havia a guerra ele não era entendido, ele aplicava a política da guerra.
O Marrocos ganhou a guerra de resto... quando houve cessar fogo, houve um processo seguiu pelas Nações Unidas para o plano de regulamento. Era inscrito nos factos de este plano ia encalhar, é impossível fazer um referendo exactamente se não se altera fronteira! A população do Sara excede as fronteiras do Marrocos, excede as fronteiras da Argélia...
Wafin.be: Onde a problemática do recenseamento!
Khalihenna Ould Errachid: Certamente, é là onde tem o malogro da missão de Sr. James Becker e todos. Referendo é um impossível para o Sara, absolutamente impossível.
Não é porque o Marrocos não o quer, mas é porque tecnica e politicamente é impossível conduzir a um resultado. Como as Nações Unidas nunca concluíram um referendo desta espécie, ele nunca teve lugar até mesmo um só referendo baseado na identificação, é por issa razão que nao pode avançar.
Wafin.be: Enquanto que era por conseguinte a favor do referendo, que é o que fez alterado a posição do Marrocos?
Khalihenna Ould Errachid: Mantendo o Marrocos suficientemente forte, suficientemente equipado para poder apresentar uma proposta revolucionária! O Marrocos não era pronto nem administrativa, nem politica, nem diplomatica, nem economicamente. O Sara alterou o Marrocos, e de maneira positiva.
Wafin.be: Houve mesmo assim uma guerra que custou caro em termos de vidas humanas, de dramas humanos e de enormes custos financeiros, a guerra deixou muitas sequelas.
Khalihenna Ould Errachid: Não somente, é triste de dizer, mas houve também coisas positivas.
O Sara contribuiu para prosperar o Marrocos, à sua reorganização para com o resto do mundo, dentro do Marrocos também, ele contribuiu por unanimidade marroquino; contribuiu para o aparecimento do processo democrático marroquino, contribuiu para a emergência de uma nova sociedade marroquina.
O Sara não foi negativo para o Marrocos, era completamente positivo.
Esta influência do Sara sobre o Marrocos é suficientemente potente que é actualmente capaz de inspirar-nos, e de inspirar a Sua Majestade ao empreender uma nova fase, propondo a autonomia. A autonomia é uma aposta enorme, um desafio lançado não unicamente a nós, mas também aos africanos, os árabes...
Wafin.be: Em que sentido?
Khalihenna Ould Errachid: No sentido onde deve-se gerir os nossos países de maneira que corresponde aos nossos valores e as nossas populações. E aquilo que é o desafio da autonomia, vai alterar profundamente o nosso país, administrativamente, constitucionalmente, democraticamente, mentalmente e economicamente....
Wafin.be: Restuindo os acontecimentos na sua cronologia: após o insucesso da missão do Sr. Becker, teve-se um tempo de reflexão por partes de um lado e de outro, roçou-se mesmo a retoma do conflito armado por momentos?
Khalihenna Ould Errachid: Ameaças vazias!
Wafin.be: Têm por missão de contactar a outra parte... o Polisario?
Khalihenna Ould Errachid: Certamente, e é a nossa primeira missão, faço apenas aquilo! Mas sabe que a autonomia não é dirigida apenas ao movimento do Polisario, ela é dirigido ao conjunto dos sahraouis. Ao vez do Polisario, dirijo-me ao conjunto dos sahraouis... ele é um projecto de cada sahraoui para empreender e levá-lo porque refere-se ao seu futuro. O Polisario não pode pôr uma barreira...
Wafin.be: Tem feito contato com ele?
Khalihenna Ould Errachid: Certamente, contactamo-lo todos os dias, convidamos-o às negociações.
O Polisario não é um movimento democrático, é um movimento que tem medo de dialogar, herdado do passado, muito doctrinado, muito dogmático, tem medo da abertura, da contradição. É para aquilo que manifesta-se apenas num ambiente completamente centralizado, mas vamos levá-lo por múltiplos meios a sentar-se sobre a mesa das negociações.
Wafin.be: Qual é o lugar da Argélia neste processo?
Khalihenna Ould Errachid: Todos sabem que a Argélia ajuda o Polisario, não é um segredo para ninguém, não entendi nada pessoalmente, e até agora, de propósitos que vêm da sua parte relativa ao CORCAS, por mim eu chamo a Argélia a conformar-se a aquelo que ela diz por toda a parte, afirmando que ela não enterfere no negócio do Sara.
Ao considerar que este negócio refere-se aos sahraouis, o Marrocos e as Nações Unidas. Convidamos a Argélia a ajudar-se a encontrar uma solução que será benéfica a todo de modo eficiente. Uma solução que vai ajudar a Argélia a sair honrosamente desta crise, fazer sair o Magrebe da impasse e a avaria onde encontra-se agora.
É necessário que a Argélia faça um gesto para salvar a face, nós não quer em caso algum humilhar a Argélia, quer-se únicamente que ela continue-se o nosso vizinho e interrogamos-lhe ajudar-se a empreender um diálogo com os nossos irmãos que se encontram sobre o seu território.
Como todos sabem-no, os campos dos refugiados encontram-se inteiramente no território argelino... a Argélia é uma passagem necessária para poder dialogar com o Polisario, e convidamos-o a incentivar-o entrar imediatamente em relação com o CORCAS.
Wafin.be: Esta autonomia será económica, administrativa, Como o modelo espanhol? Uma espécie de sistema federal?
Khalihenna Ould Errachid: Primeiro, o sistema não será federal, seguidamente nenhum país tem uma autonomia que é copiada sobre o modelo de um outro país, cada país o seu tipo de autonomia.
Vamos fazer um projecto de autonomia marroquino, inspirado de modelos que tiveram êxito no mundo.
Dado que abrimo-nos sobre o mundo, é normal que inspirávamo-nos junto à Espanha, junto a Itália, junto o que anda noutro lugar, mas vamos propôr uma autonomia que corresponda aos interesses e as especificidades do Reino do Marrocos. Como podem observar, não posso revelar nada sobre o que se prepara, mas como se saberá será únicamente uma autonomia política.
Wafin.be: Uma última palavra ao endereço da comunidade marroquina que reside no estrangeiro geral e em Bélgica em especial?
Khalihenna Ould Errachid: A nossa comunidade pode fazer muitas para a causa sahraouie, é activa, e convidamos-o a prosseguir a defesa da nossa causa nacional até vitória final
Fones:
http://www.corcas.com/
http://www.sahara-online.net/
http://www.sahara-social.com/
http://www.sahara-developpement.com/
http://www.sahara-culture.com/
http://www.sahara-villes.com/
